1. Olha o passarinho!

    Publicado por boaonda em 15 de setembro de 2016

    foto

    Já é quase automático: cada vez que nos encantamos com uma cena ou queremos congelar um momento para sempre, apontamos uma câmera – sejam ela uma poderosa máquina fotográfica ou um simples aparelho celular. Pela lente, a sensação é de que as emoções serão congeladas na beleza de uma fração de segundos e que a possibilidade de revivê-las está apenas ao alcance dos olhos. Nos dias de hoje, quando a tecnologia é uma grande aliada quando o assunto é captar emoções, a fotografia é uma presença constante na rotina das pessoas. Afinal de contas, tudo vale um registro: um raio de sol pela janela, um encontro com os amigos, um belo prato de comida, o sorriso de quem se ama… Ao travar um instante e segurar o tempo nas mãos, cada detalhe se torna importante e um simples clique pode conter as sensações de uma vida inteira.

    Desde que o homem descobriu a possibilidade de captar os momentos, a história nunca mais seria a mesma. No final do século 18, vários inventores começaram a aparecer com ideias inovadoras para capturar imagens sem que fosse preciso utilizar a pintura.  O francês Joseph Nicephore Niepce foi, em 1793, uma das primeiras pessoas a conseguir “imprimir” a luz em uma superfície sem usar qualquer tipo de tinta, mas com um porém: as imagens desapareciam depois de um tempo. O cientista usava uma câmara obscura, parecida com o que conhecemos hoje por ‘pinhole’, e um tipo especial de papel com cloreto de prata. Somente em 1824 ele conseguiu encontrar um método que permitia uma maior fixação do registro e criou a primeira fotografia de duração indefinida da história – uma paisagem com qualidade baixíssima!

    Revolução visual

    Até as fotos se popularizem entre as pessoas comuns, ainda levou um tempo. A invenção de uma engenhoca chamada “daguerreótipo” – daquelas que vemos em filmes antigos com o fotógrafo com a cabeça coberta por um pano – permitiu que a nova tecnologia começasse a ser comercializada em escala. O resultado: nada menos do que início da era da fotografia no mundo! Alguns anos mais tarde, 1880, um novo visionário entra em cena – George Eastmann, o fundador da Kodak. Em poucos anos, sua empresa lançaria a sua primeira câmera fotográfica, que já vinha com um rolo de negativos, permitindo a captura de até 100 imagens! Um único problema: depois de usado, o equipamento não era mais útil. Na sequência, o empreendedor lançou peças mais modernas, além de cada vez menores e portáteis – uma realidade próxima do que conhecemos hoje como uma câmera fotográfica analógica!

    A fotografia colorida só se tornou realmente comercial e viável por volta de 1940 – quando outras marcas começaram a chegar ao novo mercado. Apesar da invenção revolucionária, a fotografia em preto e branco ainda foi majoritariamente usada até meados dos anos 60 devido aos altos preços dos filmes a cores. A partir dos anos 70, no entanto, a maior parte das fotografias tiradas já eram coloridas e o ato de captar imagens já não era mais uma tecnologia de elite — praticamente qualquer pessoa podia ter uma câmera em casa! Depois da chegada da cor, poucas mudanças foram tão importantes para a fotografia como o surgimento dos processos digitais. De forma revolucionária, de repente antigos processos eram deixados de lado – e sem deixar saudades! Com a evolução, foi apenas um pulo para que os aparelhos celulares passassem a ocupar o lugar das câmeras tradicionais! Afinal, quem vive sem uma “sefile”?


  2. Com a arte nas veias

    Publicado por boaonda em 2 de junho de 2016

    galaxua

    Com a sensibilidade de quem convive com arte desde a infância, Rafael Jung – que assinou os incríveis paineis da boaonda® na Couromoda – é um dos nomes mais conhecidos do grafite no Rio Grande do Sul. Pelos muros da região da Grande Porto Alegre, é comum avistar a inconfundível assinatura 5ª Galáxia em desenhos com uma pitada de surrealismo. Por trás de cada obra, um mundo de referências celebra o melhor da arte urbana em emaranhado de cores e rabiscos que carregam a alma de seu criador, um jovem apaixonado pelo que faz e sempre disposto a enfeitar as ruas com uma beleza singular.

    Desde quando se dedica a arte?

    Eu vivo no meio da arte desde pequeno e sempre estive dentro do atelier de minha tia Renira Castilhos, uma grande artista plástica gaúcha. No grafite, iniciei minha carreira em 2002.

    Qual a sua técnica e que trabalhos realiza? 

    Normalmente, eu utilizo técnicas mistas: trabalho com spray, pincel, stencil… Meu estilo pessoal é muito lúdico e surrealista. Atualmente, desenvolvo um personagem chamado “Boneco de Pano”. Além disso, tenho meu trabalho comercial que abrange muitos estilos, desde uma reprodução de foto até obras abstratas.

    O que a arte de rua significa para você?

    Ela significa uma parte da minha vida, vivo ela todos os dias. A arte urbana proporciona uma galeria de arte a céu aberto para todas as pessoas.

    Quais as suas influências no meio do grafite?

    Eu gosto muito do trabalho d’Os Gêmeos, onde me inspiro nas estampas e linhas finas, e também em Salvador Dali, mestre do surrealismo.

    Que temas procura retratar em seus trabalhos?

    A intenção é passar mensagens positivas com ideias boas, quero que as pessoas olhem pra aquele desenho e se sintam bem. Quando alguém me pergunta o que eles significam, peço para interpretarem o que enxergam para não cortar a magia de sua visão.

    O que significa o nome 5ª Galáxia?

    O nome 5ª Galáxia tem uma simbologia em volta do número cinco e vem do mês de maio, que é quando eu nasci. Já a palavra galáxia surgiu partir desta ideia de surrealismo, de universo, de algo desconhecido. Desta forma posso abrigar todos esses desenhos cores e ideias…

    O que te inspira no dia a dia para criar com tanta emoção?

    A natureza é a principal fonte de inspiração. A própria ideia de trabalhar com a arte já me inspira. Para mim, o simples fato de acordar, tomar café e sair para trabalhar sem ter a sensação de que estou trabalhando, é algo que não tem preço.